A reflorestar o bosque poético.
Mantenham-se ligados!
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Obrigado.

Vem estar.
Traz alguém contigo,
sem nada a dizer
e sem querer magoar.
Volta,
só um pouco,
aconchega-te suave,
brando e rouco,
sem me deixar louco
mas sem hesitar.
Há tanto que não te mostras,
porque não vens?
Por quem vais esperar?
Aparece. Sabes que espero,
que te quero, que te vou abraçar.
No cerne do peito, do teu leito,
aguarda a imensidão de espaço vazio,
de frio da tua partida,
de uma despedida.
Vem de volta.
Retorna de mansinho,
com carinho,
talvez só para me alegrar.
Mas que seja para ficar.

Desce dos céus,
tal magna alva rubra
planando sobre nós.
Imaculada consciência,
do Todo imanência, pura,
d'Ele de todos nós.
Vem pela anunciação,
da sacra comunhão
entre o homem e
a santa herança.
Tal luz branca,
de paz insaciável
se funde com o Pai
no mistério da salvação.
Vou;
É tarde,
a lua dorme já na aurora fria
onde o sol a espia.
Fica; aqui comigo,
neste abraço amigo
até já ser bem dia.
Já vou; o tempo é um milagre,
aproveita o que te dou.
Se retorquísse "até já"
aguardarias por mim
no teu leito de cetim
por um novo olá;
num sonho doirado,
o beijo apertado
um tanto molhado
e um velho sofá?
Por maior milagre
o tempo nunca sobeja
quando alguém se deseja,
quando a alma flameja,
e quando chamo por ti.
Se um milagre fosse
seria um beijo doce,
e um milagre assim,
milagre.
Se dissesses sim.