
Vem estar.
Traz alguém contigo,
sem nada a dizer
e sem querer magoar.
Volta,
só um pouco,
aconchega-te suave,
brando e rouco,
sem me deixar louco
mas sem hesitar.
Há tanto que não te mostras,
porque não vens?
Por quem vais esperar?
Aparece. Sabes que espero,
que te quero, que te vou abraçar.
No cerne do peito, do teu leito,
aguarda a imensidão de espaço vazio,
de frio da tua partida,
de uma despedida.
Vem de volta.
Retorna de mansinho,
com carinho,
talvez só para me alegrar.
Mas que seja para ficar.

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