A reflorestar o bosque poético.
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Versopia
É mais que poesia,
muito mais que um sentimento
É uma estranha Ironia
e a minha forma de sustento.
É um dar que nunca acaba
e um ter que não termina
Um impulso que arrebata
toda uma escrita fina.
É a poesia irreverente
na rima mais sadia
A angustia deprimente
da mente mais vadia.
Versopia é um sentir
de uma forma de não estar
A maneira de fugir
do coração que se quer matar.
É um estado indefinido
que não ata nem desata
Qualquer desejo reprimido
tanto corroí, até que mata.
Um explodir em sensações
na experiência d' escrever
mil e uma emoções
que uma vida tem que ter.
Versopia é poesia em desvario
da revolta ainda a quente
A proposta e desafio
à geração decadente.
Se fosses tão doce,
como esse teu jeito doce,
como o teu respirar.
Essa forma de estar
e a maneira de olhar;
se dessa boca doce
que fala a cantar
saísse um beijo que fosse
chegava para me contentar.
Se fosses mulher,
como de doce,
como outra qualquer,
mas sem imitar
serias lua cheia
e a vista estelar;
E doce, tão doce
o céu inteiro a brilhar.
Se te quero assim, doce
por um momento que fosse
É porque há em ti um doce
à espera de se revelar.
Se te quiseres mostrar,
doce,
Eu hei de te encontrar.
Enquanto espera sentado
nesse banco, num qualquer lado
de olhar alheado,
o tempo passar
Já estava combinado
como fora esperado,
como no passado,
ela chegar
Olha o relógio, insiste
espera e desiste e
vai-se cabisbaixo e triste
não há volta a dar
Sempre foram os dois
como o antes e o depois
Tempo, que cruel sois
como podes dar e tirar?
Partiu numa outra aventura
numa prova de força dura,
desta vida estranha e obscura,
que é aprender a amar.