A reflorestar o bosque poético.
Mantenham-se ligados!
Obrigado.

Feedback

Para mim é muito importante conhecer a vossa opinião sobre os conteúdos e formatos deste blog.
Por favor deixem as vossas criticas e sugestões.
Todos vós, leitores, fazem tão parte deste mundo como as palavras nele escritas.

Obrigado.
Mostrar mensagens com a etiqueta Palavavras Soltas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palavavras Soltas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sem Título


Meia dúzia,
mais de mil,
sem astúcia
ou com ardil.
Tantas ditas,
mais por dizer
feias ou bonitas
propositadas e sem querer.

Há sempre palavras.
Tens sempre palavras,
Justificas, rectificas,
corriges e rediges
a teu belo prazer,
sempre sem temer.

Hoje não houve palavras.
Foi só mais um dia.
Foi?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vem Estar


Vem estar.
Traz alguém contigo,
sem nada a dizer
e sem querer magoar.
Volta,
só um pouco,
aconchega-te suave,
brando e rouco,
sem me deixar louco
mas sem hesitar.
Há tanto que não te mostras,
porque não vens?
Por quem vais esperar?
Aparece. Sabes que espero,
que te quero, que te vou abraçar.
No cerne do peito, do teu leito,
aguarda a imensidão de espaço vazio,
de frio da tua partida,
de uma despedida.
Vem de volta.
Retorna de mansinho,
com carinho,
talvez só para me alegrar.
Mas que seja para ficar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sem Título


Desce dos céus,
tal magna alva rubra
planando sobre nós.

Imaculada consciência,
do Todo imanência, pura,
d'Ele de todos nós.

Vem pela anunciação,
da sacra comunhão
entre o homem e
a santa herança.

Tal luz branca,
de paz insaciável
se funde com o Pai
no mistério da salvação.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lista de Desejos (Wishlist)

Gostava de escrever,
ao desafio,
sobre a arte de viver
E correr, como um rio,
louco e sadio
imediatamente antes de morrer.

Gostava de ser como Jesus,
imortalizado na cruz,
por um ideal;
Por fazer o bem
e nunca o mal.

Queria perceber a amizade,
e os laços que nos ligam.
Semear a igualdade
sem credos, raças ou culturas
que nos distingam.

Gostava de ter respostas,
de conhecer a verdade
sem nunca lhe virar as costas.
E ver, p'los olhos da liberdade,
o universo inteiro,
único e verdadeiro.

Gostava de ter paz
e não conhecer a solidão,
nem a guerra, nem quem a faz.

Gostava de ter o perdão
de a quem já fiz chorar
e de oferecer o coração
em troca de um novo olhar.

Gostava de ser feliz,
não custa desejar.
Ser como um petiz
que vive para sonhar.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Versopia, Ensaio I


Versopia

É mais que poesia,
muito mais que um sentimento
É uma estranha Ironia
e a minha forma de sustento.

É um dar que nunca acaba
e um ter que não termina
Um impulso que arrebata
toda uma escrita fina.

É a poesia irreverente
na rima mais sadia
A angustia deprimente
da mente mais vadia.

Versopia é um sentir
de uma forma de não estar
A maneira de fugir
do coração que se quer matar.

É um estado indefinido
que não ata nem desata
Qualquer desejo reprimido
tanto corroí, até que mata.

Um explodir em sensações
na experiência d' escrever
mil e uma emoções
que uma vida tem que ter.

Versopia é poesia em desvario
da revolta ainda a quente
A proposta e desafio
à geração decadente.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Doce

Se fosses tão doce,
como esse teu jeito doce,
como o teu respirar.
Essa forma de estar
e a maneira de olhar;
se dessa boca doce
que fala a cantar
saísse um beijo que fosse
chegava para me contentar.

Se fosses mulher,
como de doce,
como outra qualquer,
mas sem imitar
serias lua cheia
e a vista estelar;
E doce, tão doce
o céu inteiro a brilhar.

Se te quero assim, doce
por um momento que fosse
É porque há em ti um doce
à espera de se revelar.

Se te quiseres mostrar,
doce,
Eu hei de te encontrar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Só


Sempre Só,
tão Só.

Nesta rua deserta
numa sina tão certa
descubro-me a mim:
Só.

A lua, eu
a noite e o breu
E eu; aqui
Só.

Sem nada nem ninguém
sem ir mais além
da solidão refém

E simplesmente "sem"
E Só.











(Imagem: Pixdaus - "Alone")

domingo, 28 de setembro de 2008

(Ser) Por Ti

Sabes o que é morrer
e voltar por Ti?
Uma vida a sofrer
e continuar assim.

Passam os dias,
vivem-se os anos,
esgotam-se os momentos
e sou eu por Ti.

Sou por Ti
como o sangue no corpo
como a terra no morto
e o amor por Ti.

Os momentos passados
os nossos abraços dados
E os beijos por Ti.

A vida por Ti
como a morrer
sobrevivi
Só para poder
ser,
por Ti.












à merecida detentora do
manuscrito original.
Um Grande Beijo***

domingo, 15 de junho de 2008

Despeço-me

não escrevo mais equações
não procuro mais soluções
as contas são erradas
e as alíneas estão trocadas.

Einstein, Volt ou Ampére
fica para quem quer
que me importa?
Estou noutra rota.

não suporto mais teoremas
não aguento mais dilemas
porquê tantas leis,
tantos diplomas a nadar em axiomas?

calcular, errar, trocar,
ajustar, mudar, venerar

Estamos sempre errados,
os pontos são todos dados
e não há dificuldades,
falemos de verdades!

...ou vivamos de vaidades?

neste zigue-zague de exactidão
perdoe-me a razão
que a vontade já se ofusca
e a labuta já me custa

Tudo isto não é para mim.

sábado, 3 de maio de 2008

Sem Titulo

Consegue o gesto ténue
penetrar o insondável coração
como faria o gelo áspero
apagar o fogo de uma paixão?

Soltam-se beijos frios
na pressa de um adeus
Despegam-se os corpos amarrados
de mil fados cansados
desses tantos fados seus.

Hábeis gestos inocentes
mecânicos de tanta vontade
Escondem a dura verdade
dos velhos pensamentos pendentes.

Nas palavras ditas
quentes e bonitas
tão pouco convincentes
nos sorrisos rasgados
no olhar de ocasião
fica sempre o que mais interessa
conta sempre a intenção.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

(Sem) Sentido


É ver em vão
ver o rasto de quem parte,
quem deixa sem ter estado
no estado que nunca foi,
é ver em vão

É escutar em vão
escutar palavras já passadas,
sem futuro nem desejo
nem desejo no futuro,
nas palavras escutadas em vão

Esse cheiro em vão
cheiro a Primavera perfumada
que esconde o inverno em si,
abafa o sonho,
febril de Verão
que cheirar em vão

Será gostar em vão,
procurar na maçã sustento
e cair em tentação?
Oh serpente do paraíso
não farás tu preciso
pecar eu em vão?

É pois sentir em vão
sentir no peito ainda quente
o frio da solidão
morrer no sangue da despedida,
toda a vida,
perdida em vão.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Amar

Vão, vago, omisso,
por vezes castiço.
Fogo forte e ardente,
sangue quente
que explode no peito.
Desejo urgente, pungente
de amor sem defeito.

Tal pomba que voa em liberdade,
sem maldade, amarrada ao coração.
Sentido atroz de união,
sem voltar atrás, sem perdão.
É perder a noção.
Amor de perdição.

Amor gentil,
sem fachada nem perfil.
É dar a mão.
Unir laços e desejos,
caricias com anseios.
Amar sem senão,
sem posse ou discussão;
sem mudar de tom.

Amar é ser.
Amar é um dom.

"Ama os outros como a Ti mesmo." e;
Sê Feliz.











Mensagem de dia de S. Valentim para todos os casais.
Amem em liberdade;
Paz e Amor.
Sejam Felizes.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

(In)existência

Já não sei... se sei,
se sabes, se sentes
ou se finges, se omites,
não permites; a verdade,
se vês ou não lês,
em mim; o ser
que não é.
Nem sei... se sabes,
se o fazes, que fazes,
quando ages;
e se é propositado.
Quando és em mim,
não sei se o és,
se serás jamais;
se somos iguais.
Já não sei se sei
o que é ser;
se ser é não ter,
ter é não dar e
eu dou o que sou;
Eu sou, mas não sou...
sem Ti.










(Imagem de Luke Chueh: Black in White)

sábado, 22 de setembro de 2007

Efemeridade

Mais uma noite,
só uma,
esta, nenhuma.
O ser e o estar,
unir e separar.
Sem remorso e sem perdão,
o pecado sagrado
em laços de união.
Desejas, aqueces,
actuas e esqueces.
Sempre foi assim:
chegar e partir.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Em Ti, Parte II (Fazes-me Falta)

Sinto falta de Ti..
Adoro-te imenso e Quero-te só para mim.
Desejo-te, quero-te, ambiciono ser teu,
quero-te no meu, coração.
Quero-te Amo-te, agarro-te e deixo-te fugir
e não sei para onde ir.
Fazes-me em pó, só quero estar só,
contigo...
Agarras-me e fazes-me sorrir,
deixas-me a fluir,
em ti.
Sinto-me sem ti e não quero estar assim,
chama-me, abraça-me,
desfaz-me em pedaços,
faz-me em pó, só não quero estar só.
Vejo-me contigo, espelho-me em ti,
constroi uma trama, faz de mim o teu drama,
e eu, só para ti.
Vens-me à lembrança, num recorte dourado,
um eterno "enamorado".
Vem a mim.
Fazes-me falta.

(Water Drop, Ruben Marques)

Em Ti

Não existe nada, nem ninguém
não há um mais,
ou além.
Não concebemos espaços,
desejos, abraços,
a mais.
Não há desejos, ou laços,
não há nada que me ligue,
além,
de Ti.
Não há mais horizontes,
eu corri para lá, ainda estava cá,
contigo.
Sonhei acordado, acordei mergulhado,
em Ti.
Um suor, pesadelo, um espaço errado,
um desejo acordado,
e mais uma vez megulhado,
em Ti.
Não há nada,
não há espaço ou tempo, não há calor
que não me lembre
de Ti.













(Water Drop, Luisier Drilling)

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Aqui Estou

Não, não me apetece escrever-te algo
não estou aqui para te lembrar quem sou
sabes o que te dou,
e as palavras magoam como os minutos,
a eternidade que passo sem ti.

Escrevo a verdade da mentira,
a ilusão que criámos
e onde gravámos a sina,
esta barreira assassina, que me matou.

Porque a paixão é como o vento
que só bate um momento na face a doer,
mas o amor amarra-nos para sempre
e faz-nos o coração bater,
aqui estou.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Aguarela


Tal nuvem branca
num céu tranquilo,
gesto sereno em olhos doces,
no sorriso amor, madrugada suave.

Num lençol de seda púrpura,
palpitando a cor do mundo,
na explosão do sentir;
nos outros olhos a luz.

lembra-me a lua e o sol,
no nosso reflexo, amor,
nas viagens pelos mundos,
horizontes outros

vejo-te tão bela
aos olhos do mundo
tal ouro sobre azul
e calor de um dia de verão
no pico do inverno.

Maçã verde de Junho,
És o sonho e o desejo,
Na realidade mais pura
Nos traços de Paixão.

És um tudo e um todo
Preenchimento do ser
O amor e uma forma de viver.
E tudo o que se pode querer.

(Imagem: Penwith Art)

domingo, 22 de abril de 2007

Casa


Neste presente que me alcançou
lembra-me uma casa cheia de luz
lembram-me janelas viradas para o mundo
e um jardim inundado de cor

Na minha casa de paredes caídas
sobra mais que toda a imaginação:
Um baú de tantas vidas,
tantas personagens que fui e já não sou

Naquele jardim onde me fiz e cresci
tenho cimento e pedras calçadas,
vejo um baloiço ferrugento e torto
onde já não andam os meninos de mim.

A minha vista debruçada para o Mundo
está cansada, cinzenta e cheia de pó
vejo prédios, azafama e corrupio
Gentes stressadas, frustradas,
sem saber para onde ir.

Neste infinito fim
que me alcançou
tenho uma lágrima suspensa de mim
Espera o momento que me tirará daqui
Aguarda o instante de me levar,
não de me matar porque já pereci.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Acabou


Acabou,
o calor do teu abraço,
e o arrepio de frio junto ao mar.
O sorriso inocente numa troca de olhar.
Tudo acabou.
Pergunto-me porque não sinto mais
o teu cheiro no meu corpo suado,
a exaustão dos sentidos num abraço apertado
e o amor.
Descobrimos o mundo e o luar,
juntos construímos um novo despertar.
O pecado e a junção,
tudo a dois, num único coração.
Dobrámos cabos e atravessamos tormentas,
sentimos culpa e usámos o perdão.

Neste momento de fim,
tento descobrir um uso
Para tudo o que gastei em mim.