Um grande filme, sem dúvida. A realização, a música, os actores mas, principalmente, a mensagem.
"
Lugar nenhum mais me interessa,
agora que ele não está mais em lugar nenhum.
É bobagem chorar por laços que parecem desfeitos,
mas que continuam firmes.
Alguns laços são teimosos: às vezes pensamos
"PUFF! Laço foi ele",
Mas ele vai estar sempre ali.
Que nem alguns amores.
Eu gosto de laços firmes.
Aqueles mais difíceis de se fazer e de se desfazer,
Mas que depois de feitos e desfeitos,
podem orgulhar-se de si próprios
e falar com convicção:
Eu fui um grande laço!
"
(Vencedor do concurso: Project Direct - Youtube / HP)
A reflorestar o bosque poético.
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Todos vós, leitores, fazem tão parte deste mundo como as palavras nele escritas.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Depois (do Fim)
Afasta-te!
Deixa-me viver.
Quero sentir quem sou
ver o mundo, perceber o que sobrou.
Já não há nada a dizer,
não tens o que temer
e as palavras já não trazem,
nem podem levar,
não há por onde agarrar
ou algo a tentar.
Experimentei tudo
e aguardei mudo
o gesto sorrir.
Que nunca chegaria a vir.
Espalho ao vento
os retalhos de mim,
as memorias do fim
que insistem ficar.
Eu prometo mudar.

Deixa-me viver.
Quero sentir quem sou
ver o mundo, perceber o que sobrou.
Já não há nada a dizer,
não tens o que temer
e as palavras já não trazem,
nem podem levar,
não há por onde agarrar
ou algo a tentar.
Experimentei tudo
e aguardei mudo
o gesto sorrir.
Que nunca chegaria a vir.
Espalho ao vento
os retalhos de mim,
as memorias do fim
que insistem ficar.
Eu prometo mudar.
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Para lá da Porta Fechada
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Tributo ao Mestre
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a Mim, Jorge Palma
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