A reflorestar o bosque poético.
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Foi, na noite,
no dia da noite,
na magia do beijo
na bruma do desejo
na espuma do mar,
onde fomos acabar.
Foi, nessa noite,
um instante,
num olhar,
e de rompante como a galopar
os dois, a sós,
desatando nós,
aprendendo a dar.
Na noite,
estrelas cadentes e
pincéis reluzentes
a pintar amor
Em tintas escaldantes
cores deslumbrantes,
usadas sem pudor.
O calor, a paixão,
o abraço e a união
e os dois, depois
acabando num.
Cai, a noite,
o tempo afasta,
a paixão já basta
é hora de ir
E saem sem sorrir
no ventre da noite
sem querer,
sem se ter.
E finda a noite.

Ser,
que é ser humano
embuste profano
da verdadeira atitute,
da plenitude de se ser.
Que negro é ser,
sendo-se humano
amigo solidário
sentimental mercenário
da razão.
Sem coração, sem saída,
sem vida.
Vegetando à deriva,
procura amor
dando rancor, guerra
mal.
Sem sal, sem tempero
deseja calor,
confunde tremor com anseio,
sem receio, sem ai.
Qual mãe, qual pai
não ama ninguém,
inveja e desdém.
Se isto é ser,
sendo-se assim
é melhor por um fim:
antes não ser
que ser mais um.
Um por um, ão de ceder
quebrando, por não torcer,
para continuar a ser
nenhum.

aqui, no vazio,
neste mundo, no frio
em algum espaço,
no regaço,
de um homem?
É falso, que afirmo:
esse laço não é.
Um devaneio, ausente,
carente,
de quem se afirma eloquente,
prudente não é.
Na loucura, do ser,
na procura, de ter,
alguém, que saiba,
realmente ser?
Não é; ninguém.