A reflorestar o bosque poético.
Mantenham-se ligados!
Obrigado.

Feedback

Para mim é muito importante conhecer a vossa opinião sobre os conteúdos e formatos deste blog.
Por favor deixem as vossas criticas e sugestões.
Todos vós, leitores, fazem tão parte deste mundo como as palavras nele escritas.

Obrigado.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Aqui Estou

Não, não me apetece escrever-te algo
não estou aqui para te lembrar quem sou
sabes o que te dou,
e as palavras magoam como os minutos,
a eternidade que passo sem ti.

Escrevo a verdade da mentira,
a ilusão que criámos
e onde gravámos a sina,
esta barreira assassina, que me matou.

Porque a paixão é como o vento
que só bate um momento na face a doer,
mas o amor amarra-nos para sempre
e faz-nos o coração bater,
aqui estou.

Nós

"
se te perguntarem por nós,
sobre
que coisa fazemos quando estamos
juntos,
diz a verdade
que deslocamos os cometas sem
querer,
as estrelas para desenhos e
a lua garantindo o amor
diz a verdade sobre a intervenção
na cósmica escolha dos casais,
a obrigação de nos obedecer
não fosse o universo desentender quem
somos e favorecer a separação ou,
pior, o não nos havermos conhecido
"



Poema: Valter Hugo Mãe
Música: Paulo Praça ( álbum "Disco de Cabeceira" )

quarta-feira, 4 de julho de 2007

É Mentira

As vezes, procuro nas palavras
um refúgio para tudo o que não te disse.
Tento esconder da alma, o pó e a lama,
esconder a magoa, apagar essa chama.

E quando as palavras não querem sair
vejo-me sozinho sem saber para onde ir,
olho em volta e não vejo a saída.
Perco a resposta na ponta da lingua
para tudo o que queria dizer,
já não o sei fazer.

Porque é que a vida nos guia
para onde não queremos ir
pregando, errantes, na chuva fria
às noites quentes que ficaram por vir
Quando é mentira,
sabendo que não virás
sei que é mentira
olho em volta sabendo que não estás.
é mentira.

Nessas noites quentes de verão
sinto o imenso frio da solidão
aconchego-me à recordação
de outras noites de paixão
mas este frio interior
que me faz arder de amor
gela-me nú ao relento
sozinho,
sem pão nem sustento
ou fonte de calor.

E quando o aperto é maior
e os dias são sempre iguais
procuro mais próximo um rosto
e tento lembrar esse gosto
que me faz pensar sempre em mais
que me obriga a pedir mais

Mas é mentira,
porque a vida nos guia
para onde não queremos ir
pregando, errantes, na chuva fria
às noites quentes que ficaram por vir
Quando é mentira,
sabendo que te perdi
sei que é mentira
e a história acaba aqui.

É mentira.