A reflorestar o bosque poético.
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terça-feira, 31 de outubro de 2006

Sem Título

No arrependimento de uma noite,
No relâmpago repentino do desejo,
incandescente, rouco, louco, quente…
…louco desejei tocar-te,
Possuir-te na essência, na semente
da obsessão sonhei ter-te.

Na minha busca demente
do seio da paixão ardente
Perdi o norte, esqueci a sorte,
Na cegueira dos sentidos e
na plenitude do coração.

Perdi a razão e saltei em frente,
Balancei pendente, caindo no chão.
Quem posso ser sem ser eu?

(aceitam-se opiniões para o título)

sexta-feira, 5 de novembro de 2004

Sem Título

Palavras leva-as o vento em recortes de papel descorados
Será que ainda te lembras quando éramos namorados?

Nunca fugi
Apenas esqueci quem sou
Sempre me lembrei de ti
Como memória que o tempo guardou

quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Vagos, Os Passos

Vagos,
simplesmente vagos:
os passos
que te levam a nada
na busca de tudo, na procura do horizonte.
Actos despidos de sentido,
Pensamentos vazios de intenções,
meras contradições; o corpo dorido,
o orgulho ferido e a paz por vencer.

Atravessando o deserto,
porém incerto de quando irá acabar.
Deserto repleto de tempo perdido,
e futuro esquecido até acordar.

Assim sobrevivo,
nesta história mal contada,
na felicidade adiada,esperando um fim qualquer.