Vagos,
simplesmente vagos:
os passos
que te levam a nada
na busca de tudo, na procura do horizonte.
Actos despidos de sentido,
Pensamentos vazios de intenções,
meras contradições; o corpo dorido,
o orgulho ferido e a paz por vencer.
Atravessando o deserto,
porém incerto de quando irá acabar.
Deserto repleto de tempo perdido,
e futuro esquecido até acordar.
Assim sobrevivo,
nesta história mal contada,
na felicidade adiada,esperando um fim qualquer.
A reflorestar o bosque poético.
Mantenham-se ligados!
Obrigado.
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Todos vós, leitores, fazem tão parte deste mundo como as palavras nele escritas.
Obrigado.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2004
domingo, 23 de maio de 2004
Sem Título

há muito tempo que te espero
há muito tempo que não vens
há tanto que te quero
há muito que não me tens
se um dia me quiseres a mim
volta onde me deixaste
no sitio onde disse sim
no qual me abandonaste
espero à luz da lua
onde o tempo teimou parar
sonho ser só tua
sem ninguém para me acordar
há muito que te espero
sei que não viras
foi o vento que me disse
é ele que não te trás.
há muito tempo que não vens
há tanto que te quero
há muito que não me tens
se um dia me quiseres a mim
volta onde me deixaste
no sitio onde disse sim
no qual me abandonaste
espero à luz da lua
onde o tempo teimou parar
sonho ser só tua
sem ninguém para me acordar
há muito que te espero
sei que não viras
foi o vento que me disse
é ele que não te trás.
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O Sol dos Pequenos
quinta-feira, 13 de maio de 2004
Cavaleiro Negro
Cavaleiro Negro,
de que é feita a tua espada?
mágoas, cinza, lágrimas e dor
Cavaleiro, nobre amigo
caminhante do destino errante
procura alguma paz
Cavaleiro, homem vencido
constrói na amizade um abrigo,
junta-lhe o doce de um amigo,
trá-lo contigo, aquece-o
Cavaleiro Negro, da penumbra triunfante
procura a luz, e guarda-a no coração
larga essa capa negra, desfaz-te dela
abraça o mundo, destrói o passado, a recordação
Cavaleiro Negro, meu amigo
que a paz esteja contigo, e o amor não.

de que é feita a tua espada?
mágoas, cinza, lágrimas e dor
Cavaleiro, nobre amigo
caminhante do destino errante
procura alguma paz
Cavaleiro, homem vencido
constrói na amizade um abrigo,
junta-lhe o doce de um amigo,
trá-lo contigo, aquece-o
Cavaleiro Negro, da penumbra triunfante
procura a luz, e guarda-a no coração
larga essa capa negra, desfaz-te dela
abraça o mundo, destrói o passado, a recordação
Cavaleiro Negro, meu amigo
que a paz esteja contigo, e o amor não.
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