A reflorestar o bosque poético. Mantenham-se ligados! Obrigado.
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Tão imundo, sujo e pestilento, como um cão largado ao relento. Abandonado e triste mas sem choro, sem queixume. Encontrou no lixo o seu perfume.
A lástima fica aos fracos como a dor do nunca ser. Aos outros cabe a vontade: a virtude de não ceder.
Na palavra já sem vida, mecânica e sem expressão, nas vozes que se calam, não apelam mais à razão. Em pessoas sem passos, sem trilho a percorrer; em feridas que doem, que sangram sem saber.
Entrou pela porta dos fundos. Encontrou neste, outros mundos e fez deles a sua casa.
O corpo hirto, feito de fome e de frio faz da vida um mito, em busca de desafio.
Aos que nunca viram e não sabem o que é sofrer diz que o corpo não doi, quando nada há a perder.
Nesta vida terrena o sofrimento é seu irmão. Por mais que o corpo doa não lhe deixa recordação. O seu mal é o vazio que lhe preenche o coração. É o que morre de fome. É o que treme de frio
É o que não encontra amparo na vontade de vencer, por mais que por ele se lute mais ele nos vai doer.
"Ninguém vive sem palavras, sem emoções ou sem alimentos. Ninguém vive sem falar, sem acções ou sentimentos."
Arte Urbana. Poesia Sonora. Uma Página de História. Brilhante.
" Estás a sentir Uma página de história Um pedaço da tua glória Que vai passar breve memória Tamos no pico do verão mas chove Por todo o lado Levo uma de cada Já estou bem aviado Cuspo directo no caderno Rimas saídas do inferno Que passei à tua pala Num tempo que pareceu eterno Estou de cara lavada Tenho a casa arrumada Lembrança apagada De uma vida quase lixada
Passeio na praia Atacado pelos clones São tantos e iguais Sem contar com os silicones Olho para o céu Mas toda a gente foi de férias Apetece-me gritar Até rebentar as artérias
(Respiro fundo) E lembro-me da força (Que guardo dentro do meu corpo) Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo Perdido num segundo Todo o riso transformado Num olhar apagado Toda a fúria de viver Afastada do meu ser Até que um dia acordei E vi que estava a perder Toda a força que cresceu Na vida que Deus me deu Uma vontade de gritar bem alto: O meu amor morreu Todo o mundo há-de ouvir Todo o mundo há-de sentir Tenho a força de mil homens Para o que há de vir
Flashback instantâneo Prazer momentâneo Penso em ti até Que bate duro No meu crânio Toda a dor Toda a raiva Todo o ciúme Toda a luta Toda a mágoa e pesar Toda a lágrima enxuta Alieno como posso Não posso encher a cabeça Não há dinheiro Nem vontade Ou amor que o mereça Não vou pensar de novo, Vou-me pôr novo Neste dia novo Estreio um coração novo Visto-me de branco Bem alegre no meu luto Saio para a rua Mais contente que um puto Acredita que custou Mas finalmente passou No final do dia Foi só isto que restou
(Respiro fundo) E lembro-me da força (Que guardo dentro do meu corpo) Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo Perdido num segundo Todo o riso transformado Num olhar apagado Toda a fúria de viver Afastada do meu ser Até que um dia acordei E vi que estava a perder Toda a força que cresceu Na vida que deus me deu Uma vontade de gritar bem alto: O meu amor morreu. Todo o mundo há-de ouvir Todo o mundo há-de sentir Tenho a força de mil homens Para o que há de vir Vai haver um outro alguém Que me ame e trate bem Vai haver um outro alguém Que me ouça também Vai haver um outro alguém Que faça valer a pena Vai haver um outro alguém Que me cante este poema "
Mais uma noite, só uma, esta, nenhuma. O ser e o estar, unir e separar. Sem remorso e sem perdão, o pecado sagrado em laços de união. Desejas, aqueces, actuas e esqueces. Sempre foi assim: chegar e partir.